I Árvores mudas Que a brisa as fez calar. Mas a incomparável mudez do mar! As jovens ondas quando decidiram, enfim, marejar Se tor...
I Árvores mudas Que a brisa as fez calar. Mas a incomparável mudez do mar! As jovens ondas quando decidiram, enfim, marejar Se tor...
Não sei em quantas rodas anda seu pensamento, Mas acalento a ideia de não buscar. Ao encontrar, por exemplo, não sei o que faria. Se i...
As carícias que te faço com o olhar mais terno, aos tornos Das amêndoas agridoces (me sinto eterno!) que sustentas no rosto, Podia luxu...
A noite era clara e falha à campina, Ferina sombra nas vinhas e linhas. Cantavam grilos como os dois corações. Dois pares de mãos se ...
Um roçar de lábios que cala, ou mesmo que dá voz. Aquela feroz que vem do coração! Quando se calam, os lábios se encontram num emaranh...
Esse cheirinho marrom de rosa morrendo? Ah, cheiro amadeirado de marfim. Cedem à gravidade e se esvaem e folhas secas, Derrubam pétal...
Ah, céus, quem dera eu pudesse ser Aquele curioso olhar que na rua te perpassa, Essa névoa azul que a imagem te esfumaça, Pelo cami...
Poemas nascem, se reproduzem e morrem. Poemas não têm fim. Porque poemas são feitos para despertar pensamentos. Alguém aí já viu fim ...
Ontem ouvi o primeiro canto do bem-te-vi. Aquele matutino, primeirinho, o mais doce, a cantoria. O que despertou todos os outros num...
Uma madrugada gélida há lá fora Como nenhuma que havia sentido. O frio permanece no ar estático, Foi embebido. Me contorço entre l...
I O ar não se condensa, apenas é gélido. No ar brota a dança do coração fétido. Tão perverso, tão negro, tão pesado, Não há escapat...
O que antes era tua zona de conforto e torpor, Se modifica aridamente no teu pesadelo em temores. O vazio e o vácuo que antes tão ma...
Tens o cheiro característico de memórias em combustão, Aquelas lembranças que se diziam talhadas no coração. Bailando livremente no ...
Já não possuo cores em meus véus, Não há transparência em meus céus. O cinza do sonho que em ti padeces Não é o mesmo que a ti enri...
Oh, a solidão! Dolorosa canção. Como uma melodia onde não há audição. Oh, a solidão! Duradoura escuridão. Como um raio de luz ond...
Deserto coração, latente e inexistente. Pedaço de rubra entranha carne valente. Detalhes sórdidos ressoam, Entalhes mórbidos ecoam....
O vento que sopra da terra ao mar Impulsionando coloridas velas com fresco ar Carrega também todo o brilhante torpor, Das memórias ...
E novamente tu vens à mim, Com a beleza dos anjos caídos dos confins. Com a magnitude dos amores mais cruéis, tal dita. Esmagadora,...