Buscando...

Inconstância



Pediu-me versos, eu os concedo.
Humildemente revelo-te quem eu sou,
Escorrendo minha alma pelo papel,
Contemplando mutuamente o céu.

Acabas por vir em minha mente,
A ambivalência se faz presente,
Nas memórias semi-póstumas do seu ser,
Passam-me tão longe, tão longe, e eu não consigo ver.

Em papel e caneta, Sentimento, eu te materializo.
Com as mais disformes formas,
Ou dos mais retilíneos riscos.
Você estará aqui e lá.

Mas algo me distrai, me faz tristemente sorrir,
Sinto-a expandir, sinto-a sumir.
A vontade? Não, nem um pouco.
É a tristeza partindo, e chegando de novo.

E o sentido disse tudo, não há.
No vácuo, pode nadar um mar.
Palavras bonitas podem ser tão vazias.
E os sentimentos podem nem existir.

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